7 things everybody learns traveling solo

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Dussel quê?!

Há coisas muito parvas. Só agora me apercebi. E foi necessário vir ao estrangeiro.

Estou na Alemanha.

Antes de vir, decidi conhecer um pouco mais da cidade onde se situa o quartel-general da maior Vodafone a nível mundial: “Dusseldórfia é uma cidade alemã, capital da Renânia do Norte – Vestfália.
Dusseldórfia?! Renânia?! Vestfália?! Porque é que se traduzem nomes de lugares!? Isto é estúpido. Muito. 

Quer dizer que Porto, em inglês, é Harbour ou Port? Outro exemplo poderia ser Cova do Picoto: Picoto’s Pit ou Cova of Picotein? Simplesmente estúpido. Não faz sentido traduzir nomes de lugares. 

  Também não percebo porque ninguém se preocupa com estes temas realmente importantes e se ocupem com temas menores, como, por exemplo, quem vai governar o nosso futuro imediato.

Mas chegar até Dusseldorf (prefiro assim) não foi fácil. 

Primeiro, uma senhora, que se sentou no avião três filas atrás de mim, perdeu a mãe no aeroporto. Acontece a todos. Teve que sair do avião porque o embarque fechou e a mãe não apareceu no seu lugar. Entretanto, esperámos que retirassem a mala dela (e a da mãe) do porão. 

Uma hora depois, a caminho da pista de descolagem, o comandante informou que teve um “pequeno problema de manutenção e que não levaria 5 minutos a resolver”. (Podem começar a rir… e a contar)

5, 10, 15, 20, 30, 50 minutos. Preocupa-me a palavra “manutenção“, porque a amplitude deste tipo de problemas pode ir desde uma simples limpeza na casa de banho até a um motor estourado.

Senhores passageiros, fala novamente o comandante: lamentavelmente vamos ter de mudar de avião.

Que alívio. Sai do avião. Entra no autocarro. Percorre 60 metros. Sai do autocarro. Entra no novo avião. Procura um lugar livre (o avião era mais pequeno). Espera de novo.  Não me preocupo. O que tiver que acontecer, que aconteça enquanto estamos em terra. Firme. 

Enquanto o avião não descola, a senhora que se sentou ao meu lado mete conversa comigo. “Ui, esta fala pelos cotovelos. Vão ser 2h e 40m bem durinhos. Vou utilizar as minhas infalíveis técnicas avançadas de despiste.” Penso. 

Nada disso. Não foi necessário. A senhora, que vive perto de Dusseldorf, é natural da Batalha (tal como eu) e até conhece (e já esteve) na Covate of Picotate!!

  

Dusseldorf, Alemanha, 4 de Novembro de 2015

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Esta crónica foi escrita no meu telemóvel.

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O8: Hostel girl?

A mistura é escaldante. Durante a minha busca por mais informações acerca de Alice Springs, no outback australiano, deparei-me com um artigo sobre … miúdas e … hosteis. Interessante. 

Decido ler.

  
Porque razão devemos namorar com uma rapariga que dorme num hostel?“, é a pergunta que titula o artigo.

Este é o meu resumo:

Ela dorme com estranhos: ela consegue dormir num quarto com 18 pessoas que não conhece. Até tolera as que ressonam.

Ela é aventureira: ela gosta de conhecer o mundo, de partir numa qualquer aventura sem destino.

Ela gasta dinheiro em experiências: ela prefere gastar o valor de um perfume caro numa viagem de canoa em plena Amazónia, rodeada de mosquitos assassinos.

Ela gosta de divertir: ela é sociável e gosta de festejar. 

Ela gosta de falar: ela adora conversar com estranhos e contar todas as suas aventuras.

Ela é confiante: ela é independente e livre. Mostra confiança e segurança. 

Ela é activa: ela é energética e não se queixa. É a primeira a levantar-se.

Ela é atraente: ela tem uma beleza natural e não artificial. Selvagem.

Ela gosta de ti como tu és: ela sabe aquilo que tu gostas porque tem os mesmos gostos que tu.

Esta decidido. Só vou ficar em hosteis. 

Talvez hoje mesmo vá dormir num.

Fui.

Lisboa, 13 de Outubro de 2015
Esta crónica foi escrita no meu telemóvel.

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Mudei de ideias

Esqueçam a minha última crónica sobre taxistas. Mudei de ideias.
Hoje foi o meu último dia de trabalho em Espanha. Regresso no “Pisco”, um dos muitos Embraer 145 da Portugalia.

Dirijo-me aos táxis das partidas mas, ao longe, noto uma agitação fora do normal.

Ela, a taxista: Estamos em greve até às 18:00 (são 17:45). Daqui a 15 minutinhos já termina. 

Eu: Então porquê? 

Ela: Uber. Por causa da Uber.

Imediatamente atrás de mim vem uma jovem de vinte e poucos anos. Pára na fila.

Eu para ela: Estão em greve por causa da Uber. Eu nunca utilizei, nem sei como funciona.
Ela, hospedeira da Hi-Fly: Pois, só em Portugal. Eu uso a Uber em todo o lado e estou super contente. Nunca fui enganada, sou sempre bem tratada e o pagamento é feito por cartão de crédito. Fácil. Excepto em Portugal, porque o serviço está bloqueado por questões legais.

Enquanto esperamos, conversa puxa conversa. Histórias e mais histórias. Penso que para quem vem de Nova Iorque, está em muito boas condições, sem jet-lag.
Não resisto à tentação de fazer uma pergunta para a qual creio já conhecer a resposta. 

Eu: É mito que as tripulações se embrulham todas nos hotéis de destino nos voos de longo curso?
Ela, depois de pensar um pouco: É muito tempo fora com as mesmas pessoas. Chegamos a estar três semanas sem vir a Portugal. Sempre todos juntos. Somos todos jovens. Por muito que queiramos, é impossível resistir a tanta tentação. Mas tudo nos hotéis, não nas cabines do avião (nos voos de longo curso, a tripulação tem um compartimento “secreto”, com camas, no porão do avião).

Rio-me, mais pela honestidade dela com os pormenores, do que pela esperada confirmação.

Entretanto um taxista diz que afinal vão fazer mais duas horas de greve. A SIC aparece e começa a fazer entrevistas. Não tenho paciência. Acompanho a hospedeira até ao Metro, mesmo ali ao lado.  Toda está história da greve dos taxistas e da conversa com uma hospedeira-sem-nome, levou-me simplesmente a … instalar a app da Uber.

Aeroporto da Portela, 30 de Setembro de 2015

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Os taxistas são bacanos

Os taxistas são uns bacanos. Só agora é que percebi isso. 39 anos depois.

Eu, a stressar numa porta de embarque num aeroporto de Londres: “Perdi as chaves de casa. Por acaso não as encontraram? São sete e a fita diz Vodafone.”

Ele, recepcionista do Hotel Radisson: “Deixe-me confirmar com a Housekeeper. … Não, não encontrámos nada no seu quarto.” – Ok, não as deixei esquecidas no hotel em Londres. Next. 

Ela, recepcionista do lounge da TAP: “Apenas temos aqui duas chaves que parecem de um cofre.” – Abri a mala para tirar o portátil, mas também não ficaram lá. Next. 

Ela, da Groundforce: “Não, nesse voo não foi reportado nenhum objecto perdido. Tente com o aeroporto de Londres.” – Aparentemente também não ficou no avião. Next.

(Já me imagino a dormir na Pensão Estrelinha.)

Ele, dos Lost & Found de Heathrow: “Não. Não temos relato de um molho de chaves com essas características.” – Também não ficaram no aeroporto londrino. Isto está bonito. Tento não stressar. Next.

Eles, do meu prédio em Lisboa: “Nada.” – Também não ficaram perdidos nos corredores ou garagem do meu prédio. Embarco.

Penso durante a viagem como me vou desenrascar em Lisboa. Corro o risco de dormir num hotel. Se bem que este risco tem uma probabilidade baixa. Já sei quem me poderá dar abrigo e pequeno-almoço.

Desembarco. Conto a minha história ao taxista em Lisboa. São 22:00. Ele diz-me que todos os dias se esquecem de objectos no seu táxi. Plim! Faço um derradeiro telefonema.

 Eu: “Chamo-me Rui Monteiro e perdi umas chaves. Por acas…”

Ele, o taxista que me levou da Vodafone para o aeroporto da Portela: “Ah, é o senhor das chaves! Eu vou levar-lhas.”

Moral da história: Há taxistas porreiros e pedir factura não tem apenas a ver com impostos.

Lisboa, 25 de Setembro de 2015

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O7: Sydney

Sydney.

Sydney vai ser a primeira paragem nesta viagem à Oceania. Vou estar apenas três dias, mas, quando lá chegar, esta viagem já levará dois, sendo um inteiramente no ar.

Dia 3: A cidade.

Chegarei às 7:00. Tenho um dia inteiro para ver as atracções da urbe que nos habituamos a ver explodir na passagem de ano. Se chegar em “condições”, claro. 

Depois de descansar (pouco) no hotel, visitarei os quatro spots: a casa da ópera – ex-libris internacionalmente reconhecido; the rocks – o bairro mais antigo; Circular Quay – o porto; e a famosíssima Harbour Bridge. 

Duvido que consiga, neste primeiro dia, fazer mais. O jet lag não deixará. Dia 4: Blue Mountains e Grutas Jenolan.

Este será o dia do meu aniversário – sete de Março. 

Durante o dia estarei nas montanhas que rodeiam Sydney. 

Jantarei na Ópera. Eu mereço.  

 

Dia 5: Bondy beach e Manly.

 O meu último dia em Sydney será na praia. Minto. Em duas praias. Bondi é a mais conhecida praia deste continente. Não posso deixar de ir. Irei no autocarro 333. 

Se o tempo estiver mau para banhos, farei os 5,5 Km de entre Bondi e Cogee, num espetacular trilho costeiro, de onde poderei ver baleias no oceano Indico.  Ao final do dia regressarei a Sydney, onde embarcarei para a praia de Manly (devidamente dopado, claro). O objectivo é, no regresso, ver o pôr-do-sol sobre a ponte e a ópera. Vamos ver se vou acertar nos timings.

Amanhã, viajarei para o outback australiano.

São Pedro de Moel, 10 de Setembro de 2015
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