Conversa de emigra

Ontem fui jantar ao Tomate.
O Tomate tem um ambiente super cool. Super relaxed. Mesas longas de madeira maciça. Luz baixa. Bom som. Gostei e vou repetir, mas … o melhor foi mesmo a companhia.

Cheguei ao restaurante numa calle que podia existir em Portugal, a de “Fernando o Santo” (que está sepultado no Mosteiro da Batalha). Vou jantar com oito emigras tugas e não conheço NENHUM. Minto. Conheço apenas a Isabel, que me avisou que chegaria atrasada.
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Pergunto pela Silvia, mesmo que nunca nos tenhamos visto na vida. Passados três minutos parece que já somos os melhores amigos e que estivemos ontem nos copos. Estamos apenas os dois sentados, frente a frente, numa mesa de nove.
Entretanto juntam-se os restantes convivas. Conversa puxa conversa. Todos temos uma coisa em comum: estamos deslocados.

Rapidamente se confirma a minha teoria sobre qual é o top 5 dos assuntos dos jantares de emigras:
1 : como gastar as milhas dos programas de fidelização – definitivamente no top;
2 : histórias de aeroportos & afins – este tema dava um livro, dos bons;
3 : localização da habitação em Madrid – a eterna questão do tamanho … localização e custo;
4 : aviões & voos – outro tema que dava um livro;
5 : pontos de interesse – o que vale a pena ver nas cercanias de Madrid.

Todos temos as nossas opiniões e diferenças, mas há uma coisa nos une: o amor a Portugal.

(que bonito que isto soa no final desta crónica).

Madrid, 14 Janeiro de 2015

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