Mdina

Mdina está bem escrito. Não falta nenhuma letra.

É uma visita de última hora, a caminho do aeroporto de Malta. Foi uma sugestão da Marisol, que nem sequer é Maltesa. É Filipina.
Uma correria contra-relógio, porque nenhum avião espera por nós e porque ainda nem almocei.

Mdina era a antiga capital Maltesa, tem exactamente 0,9 km2 e é totalmente fortificada.

Eu: “Vanessa, não tenho mais de meia hora. Achas que me vou perder lá dentro? É que se isso acontecer …”
Vanessa, a rir: “Não, isso é impossível. Vais ver.”
Eu: “Ok. Até já.”

Entro pelo portão do “castelo”, daqueles que se vêem nos filmes. Isto começa bem.

Não há varandas de alumínio. Não há trânsito. Não há lojas aos magotes (nem do chinês). Não há esplanadas cheias de gente. Não há avenidas larguíssimas. Não há postes de electricidade, nem antenas de televisão. Não há … nada daquilo que estamos habituados numa cidade.

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Mdina apenas tem uma cor: amarelo-areia. Os edifícios, o piso, os teclados: todos de uma só cor.
Mdina tem ruas estreitíssimas, daquelas que não deixam passar o Deus sol. Daquelas onde não passam 3 pessoas lado-a-lado. Daquelas que têm candeeiros antigos pendurados.
Daquelas com história impecavelmente preservada.
Não estivessem estacionados alguns carros de residentes e seria … perfeita.

Não me perco. A “cidade” é pequena e fortificada. Muralhas altas. Não vou a lado nenhum, claro. Em menos de meia hora já percebi que todos os caminhos vão dar à praça central – a de S. Paulo.

Antes de correr para a ponte da entrada, onde a Vanessa me espera, entro na, aparentemente, normalíssima catedral de S. Paulo. Exteriormente parece mais outra catedral de pedra fria. Sombria. Mas não é. É, talvez, a catedral mais colorida que já vi. Tectos com pinturas lindíssimas e bem restauradas. Paredes com longas cortinas vermelhas. No chão, estão dispostos lado a lado inúmeros túmulos (ou lápides) de pessoas que desconheço (provavelmente de bispos, padres, cardeais) cada um mais colorido do que o outro. Por respeito, sinto-me desconfortável ao andar por cima deles.

Saio e corro.
Em Mdina gostei especialmente da cor de areia dos edifícios, das pequenas ruelas iluminadas por candeeiros tradicionais e … da enorme colecção de fotos que tirei a puxadores de portas.

Mdina – Malta, 18 Dezembro 2014

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