Air quê!?

Malta, acordei na minha casa.
Um luxo que muitos acharão corriqueiro. Não o é para mim.

A “preguicite” aguda atacou-me e, por isso, não fui fazer o treino matinal preparatório para esse grande evento nacional que é a Corrida S. Silvestre da Batalha. A gloriosa equipa Covapicotense já está a fazer treinos intensivos para lutar pelos lugares cimeiros do fundo da tabela. Tenho a certeza de que vamos conseguir.
> Força Malta!

Faço novamente a mala. Apanho um táxi. “PIM, PIM, PIM, PIM, PIM”. Mas que raio de som é este, pergunto-me. O taxista não tem o cinto de segurança colocado. Nem eu. Em plena Avenida de Berlim, a de Lisboa, o raio do homem passa um semáforo vermelho. Não é laranja, nem sequer laranja-avermelhado. É vermelho escuro! Me dá igual, penso em Castelhano. Mas a cereja em cima do bolo é quando, no terminal das partidas, pára o táxi a bloquear a entrada de todos os outros veículos, formando atrás de nós uma enorme fila de carros que buzinam freneticamente.
> A Malta está desorientada.

Decido estrear as mordomias do Victoria Gold da TAP, que, para mim, se resumem a duas: ter comes-e-bebes à borla e ainda um diversificado leque de revistas e jornais à discrição.
> O que a Malta gosta é de borlas.

Na fila 9 deste voo de ligação até à capital mundial das salchichas – Frankfurt, vão dois desconhecidos. Entraram à minha frente e ambos mostraram o seu cartão de cidadão português na porta de embarque. Pois estas duas alminhas estão a falar em inglês um com um outro. Ou aqui há gato ou visto gold.
> Esta Malta não está a bater bem.

Mas nada disto é importante se considerarmos que ainda nem saímos do espaço aéreo nacional e já estamos a sofrer níveis de turbulência como há muito eu não sentia. Como diria o ex-presidente brasileiro Lula da Silva: “Quando entro num avião entrego sempre minha alma a Deus.” Eu entrego-a a Deus e ao Comandante deste voo, só para o caso de um deles me falhar.
> Hoje entrego-a também ao Manoel de Vilhena, Grão Mestre da Ordem de Malta entre 1722 e 1736.

Nem sequer tive tempo de comer meia salchicha em Frankfurt. Saio a correr do avião em direcção ao terminal B, que nunca mais aparece. Sobe elevador, desce elevador. Escada rolante para trás, escada rolante para a frente. Corro, paro. Paro, corro(experimentem correr de sapatos). Enfim, nem tempo tenho para mudar-a-água-às-azeitonas, como se diz não sei bem onde. (Para quando um abaixo-assinado para proibir velhinhas com muletas de bloquear passadeiras rolantes!?).
Chego ofegante. O embarque já está a meio. Descanso os neurónios.
> A Malta já não tem idade para estas correrias.

Além de proibir as tais velhinhas, talvez seja melhor proibir primeiro que putos mal-criados andem de avião. A minha tolerância para gritaria birrenta durante os voos é muito reduzida (para não dizer: N U L A).
> Este tipo de Malta ia toda borda fora. E os pais também.

Chego ao destino.
Um pequeno arquipélago situado no meio do Mar Mediterrâneo, entre a Líbia e a Itália.
Um dos 10 estados soberanos mais pequenos do mundo (1 milhão de habitantes / 316 km2) e que triplica a sua população durante Verão.
Chego a Valletta, que deve o seu nome a Jean Parisot de La Vallete, Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros de S. João. Onde?!
> No trigésimo primeiro país que visito. Malta.

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