Geek

Estou sentado no restaurante do meu hotel em Madrid a fazer figura de geek, como agora a malta nova diz. Eu prefiro chamar-lhe (me) de urso, ou então mesmo de estúpido anti-social.

Acabei de receber um brinquedo novo – um mini iPad. Acrescento-o ao iPhone, ao Mac Book Air (da minha irmã), ao iPod e ao iPad normal. Só me falta o cromo do iWatch na caderneta.

Escusado será dizer que a comida pode esperar e arrefecer enquanto ‘como’ sofrego este outro instrumento do diabo. Para mim, tudo o que vem da Apple só traz escravidão tecnológica e não só (esta última é a pior). Não gosto. Mas …

É ridículo trocar as tapas espanholas por um iPad. Ou talvez não. Mesmo assim, dou por mim a fazer figuras tristes na mesa do restaurante. É vê(r)-lo(me)a mexer no iPhone com a mão direita e com a esquerda no iPad … Ridículo. Absolutamente ridículo. Confrangedor.

Desligo tudo.
Fraquejo.
‘Vou apenas colocar umas apps a descarregar e desligo’, engano-me a mim próprio (até acho que consegui).

Já chega.
Há limites para tudo.
Como a sobremesa e bebo o resto do vinho tinto (Ribeira del Duero) livre de tecnologia.
Apesar do meu hotel ficar no meio do nada, fora de Madrid, decido fazer um passeio nocturno. Está frio, apesar do dia quente, e eu estou de t-shirt.

‘Hummm … e se for para o bar escrever esta crónica?’

WTF!

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